EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz

EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz Divulgação/ Central de Comando dos EUA/@CENTCOM Forças do Comando Central dos Estados Unidos...

EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz
EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução)

EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz Divulgação/ Central de Comando dos EUA/@CENTCOM Forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) iniciaram, neste sábado (11), uma operação para a detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz. A manobra, que envolve o uso de contratorpedeiros e tecnologia de ponta, busca restabelecer a segurança em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, após a identificação de artefatos explosivos lançados pela Guarda Revolucionária do Irã. Mais cedo, o presidente americano Donald Trump afirmou em uma rede social que os americanos estão "limpando" a via marítima. "Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria", escreveu o Trump em sua rede social, o Truth Social. A operação no Golfo A missão conta com o apoio de dois navios de guerra da Marinha americana: o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112). Ambos realizaram a travessia do estreito e já operam em águas do Golfo Árabe. O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Rota segura para o comércio O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a prioridade é a criação de um corredor navegável livre de riscos para a marinha mercante. "Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", declarou Cooper. Importância estratégica O Estreito de Ormuz é considerado um ponto geográfico vital para a economia global. Por ser a principal saída para o petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio, qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística. Até o momento, não há previsão de quanto tempo a varredura completa irá durar, mas os EUA garantem que a presença militar na região será mantida para assegurar que o corredor permaneça aberto e seguro. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã. Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região. No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito. Neste sábado (11), dois superpetroleiros chineses atravessaram o Estreito de Ormuz, segundo dados de navegação da LSEG. As embarcações podem ser as as primeiras a deixar o Golfo desde o acordo de cessar-fogo firmado na terça (7). O que são minas navais? De acordo com análises do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria. Um estudo do centro aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa. Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação. Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo. Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1

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