Feira de empreendedorismo em Belém debate geração de renda a partir da cultura ribeirinha amazônica

Produtos de degin e moda criados por artistas ribeirinhos: economia criativa e que preserva a cultura amazônica ILQF A relação entre cultura amazônica, gera...

Feira de empreendedorismo em Belém debate geração de renda a partir da cultura ribeirinha amazônica
Feira de empreendedorismo em Belém debate geração de renda a partir da cultura ribeirinha amazônica (Foto: Reprodução)

Produtos de degin e moda criados por artistas ribeirinhos: economia criativa e que preserva a cultura amazônica ILQF A relação entre cultura amazônica, geração de renda e economia criativa será tema de debate durante a 1ª Feira de Empreendedores Locais de Belém, realizada neste sábado (30), na capital paraense. A programação reúne iniciativas voltadas ao fortalecimento de negócios locais e também vai discutir o potencial econômico de saberes tradicionais ligados aos rios da Amazônia. Entre os participantes está o Instituto Letras que Flutuam, primeiro do Brasil dedicado exclusivamente à preservação da cultura dos abridores de letras — artistas responsáveis pelas pinturas e tipografias coloridas das embarcações amazônicas. A participação do instituto terá como foco a valorização desses mestres ribeirinhos e as possibilidades de geração de renda ligadas à cultura popular amazônica. O debate acontece em um momento em que pesquisadores e especialistas defendem o fortalecimento da economia criativa e da bioeconomia como alternativas capazes de gerar emprego sem ampliar a pressão sobre a floresta. Dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apontam que a economia criativa movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão no Pará em 2022, gerou mais de 42 mil empregos formais e cresceu quase 30% na última década no estado. Além da preservação da memória gráfica das embarcações amazônicas, o instituto desenvolve oficinas sobre direitos autorais, precificação e empreendedorismo cultural. Em 2025, o projeto percorreu oito capitais brasileiras levando oficinas, demonstrações ao vivo e rodas de conversa conduzidas pelos próprios abridores de letras. Fernanda Martins pesquisa a arte gráfica dos abridores de letras há 20 anos ILQF/Divulgação Segundo a pesquisadora Fernanda Martins, presidenta do Instituto Letras que Flutuam, ainda existe um desafio para transformar o reconhecimento cultural em valorização econômica para os artistas ribeirinhos. “O paraense sempre teve muito carinho pelas letras de barco. Existe uma admiração muito grande por esse saber, mas isso ainda precisa se refletir em valorização econômica para quem produz”, afirmou. Para o abridor de letras Hidaías Freitas, morador do Marajó, o projeto ajudou a ampliar o reconhecimento e a renda dos artistas da região. “Hoje, a gente já vende um produto lá fora, com preço mais justo. E com isso, a gente já pode colocar um alimento, uma qualidade melhor na mesa da gente”, disse. Serviço 1ª Feira de Empreendedores Locais de Belém 📍 Agência BB Doca — Avenida Visconde de Souza Franco, 345, bairro Umarizal, em Belém 🗓️ 30 de maio 🕛 12h - Programação do Instituto Letras que Flutuam 🎟️ Entrada gratuita VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará

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